Enjoy the silence


Foi o Sol, e hoje o vento e por fim anoiteceu durante a tarde e choveu.


A sensibilidade está a flor da pele, e cada mudança atmosférica faz muita diferença.

Ontem o Sol queimava a pele, e o vento soprava quente.

E esse calor aqueceu meu coração.

Deu aquela forcinha gostosa, da esperança, e aquela conforto que mostra que as vezes o melhor lugar do mundo é um chão de ardósia cinza e quente.


Hoje foi o vento.

Ele ventava forte, fazia barulho na janela e balançava ferozmente cada folha de todas as arvores da rua. Eu fiz questão de abrir a janela, de apreciar o som, de deixar que ele carregasse um poquinho dos meus sentimentos e ao mesmo tempo me preenchesse também um pouquinho.Ele bagunçou meu cabelo, incomodou a alguns, mas foi aliviante.


Depois a chuva.

Ah que céu belissimo e intenso. Foi um desenho natural do que eu sou por dentro.

Metade tempestade, metade céu azul.
Metade dia, metade noite.
Metade riso, metade choro.
Metade dor, metade amor.
Metade força, e outra também.



E quando eu junto todas essas metades, vem a chuva. Não menos intensa, não menos triste.


E no final a chuva passa, os trovões silenciam, e só resta os passarinhos, em um canto de paz, o silêncio e os sons da cidade.


E tudo isso me faz pensar, como tudo é tão relativo, tão passageiro, tão sublime e repetitivo, tão triste e engraçado. Tão tudo e tão nada.


E eu em silêncio agradeço por essas horinhas de paz, enquanto na mente continua em um particular turbilhão de idéias loucas.

Hoje em especial não posso reclamar.
Dei um jeitinho brasileiro de paliativamente amenizar um medo.
E cada vez mais a vó vai se tornando neta... e neta orgulhosamente torna-se a avó que abraça.

[[Foto: blog cronicas urbanas]]

2 comentários:

aline disse...

tinha q ser essa fe linda q eu amooo s2...adorei o texto!

Anônimo disse...

eu estou SEMPRE aqui..!

te amo!