Café Turco



FATO 1: "Tudo isso dói.
Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois.
Para me dar força, escrevi no espelho do meu quarto:'
Tá certo que o sonho acabou, mas também não precisa virar pesadelo, não é? ' É o que estou tentando vivenciar.
Certo, muitas ilusões dançaram - mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas. Também não quero dramatizar e fazer dos problemas reais monstros insolúveis,becos-sem-saída.
Nada é muito terrível. Só viver,não é?
A barra mesmo é ter que estar vivo e ter que desdobrar, batalhar um jeito qualquer de ficar numa boa. O meu tem sido olhar pra dentro, devagar, ter muito cuidado com cada palavra, com cada movimento, com cada coisa que me ligue ao de fora. Até que os dois ritmos naturalmente se encaixem outra vez e passem a fluir."


FATO 2: "Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez'..."

Como sabiamente foi citado acima: ''no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez'...''
E foi mais ou menos assim que aconteceu.

Eu fiquei triste, eu chorei muito, eu pude contar com pessoas que tiveram a paciência de me escutar, de ler o que escrevi, de me dar conselhos... eu pensei muito em tudo, em tudo mesmo, até mais do que deveria.
Eu passei dias olhando para o lado de fora de janelas, com um olhar triste e perdido, em meio a um silêncio devastador e gritante, sentindo uma grande ausência. Eu pensei que era ausência de certas pessoas, principalmente de uma que se foi, e queria muito que o tempo voltasse, para que eu pudesse me sentir em casa e juntar forças.
Eu chorei mais vezes, algumas dela sozinha, outras acompanhadas, ganhei colo, patada, ouvi música, e continuava sem encontrar o motivo de tanto vazio.
Quase me dei ao luxo de voltar atras numa decisão.

Até que ontem cedo acordei atrasada, enquanto me arrumava me sentia diferente.
Indefinivel se melhor ou não, apenas diferente.
Uma pessoa usou e abusou do seu direito de ser manter calada.
Instantes depois, eu tive uma pequena discussão com outra pessoa, e não nego, foi bom. Um dia antes eu teria ficado mais triste, mas ontem, tudo isso foi só um estopim para uma coisa boa, um impulso, uma vontade louca de viver.
E foi ai que eu me dei conta, que a ausência que eu sentia não era dos outros, era de mim mesma.
E ai eu fiquei contente.
Achei o que faltava... e melhor, não faltava, esteve o tempo todo aqui!
Passou a dor e também o vazio.

O resto do dia, mesmo tendo que atravessar São Paulo e trabalhar, eu resolvi que seria para mim.
Seria um presente, uma comemoração à fase ruim que havia terminado.
A companhia não podia ter sido melhor.
Principalmente por se tratar de alguém que também estava dando a si um presente.

Como em todo presente e comemoração, almoçei bem, bem demais.
E matei aquela vontade de tomar café num restaurante turco na Rua Augusta.

Ambiente delicioso, companhia animada e uma decisão:
- "Aline, depois que eu tomar este café, todos os problemas anteriores ficarão no passado!"

O café teve um gostinho duplamente especial.
Uma comemoração, um marco, um síbolo e porque não uma nova tradição.

E a vida teve um sentido.
Não importa que digam que é distante, díficil, cansativo, o sonho é seu, lute por ele.

E tão pouco importa o que você fez, com que você fez ou deixou de fazer, o que importa são as pessoas que estão ao seu lado, mesmo que na direção oposta!

Aline, este post é nosso!
Café, sucesso e vitória para nós, hoje e sempre!
Pelas conquistas e aprendizados, e por todos os caminhos que a vida nos levará... um brinde!
A vida para ser boa só depende de nós!
E saiba que eu tenho muito orgulho de você, por não ter se deixado levar pelas criticas, opniões negativas!
Parabéns, estamos na Paulista!


3 comentários:

Janii disse...

Com tanta esperança junta, a vontade é de se jogar de um predio e gritar muuuito! calma, com toda segurança claro, rs
Mas o que esse post trás, é a perseverança e a luta, uma luta pequena/inicial, mas aquela luta que levará consigo todas as vitórias e alegrias que viram ainda!
Beeijos, EU AMO VOCES DUAS DE VERDADE!

Gustavo disse...

Concordo plenamente com a Janiice
Só tenho que dizer que me orgulho muito em tê-las por perto de mim!
Own, meus bebês estão cresceendo, hahahahahha =)
Post sensaciional, paárabens mesmo!

Line Grazielle disse...

genteeeeeeee...qause chorei com o post da fe...mas agora q eu choro memso....
AMOOOO VCS DE TODO MEU PEQUENO S2
não tenho palavras pra descrever o quanto importantes vcs são na minha vida.
e fe, a partir de ontem nos tornamos pessoas novas, com pizza ou sem pizza....somos nós e isso ninguem vai nos tirar \o...e viva a independencia.
obrigada pela companhia de ontem , a de todos os dias...enfim, obrigada por vc existir na minha vida
te amooo bjos s2