Respostas


Outro dia eu mostrei o blog.
Você gostou, mas ficou em dúvida se todas as minha mudanças eram realmente boas, se o passado foi ruim para eu querer mudar... e tentei responder, mas não da maneira certa, e agora espero conseguir explicar melhor.

O passado não foi ruim, mas não nego que se ele estivesse ótimo, não teria pq mudar.
Como eu te disse um dia, eu sou intensa em meus sentimentos, e meus sentimentos, assim como eu, são fortes.
Alias, se eu precisasse me descrever por apenas uma cor, certamente seria o vermelho.
Pq o vermelho é exaltante, enervante, impõe-se sem discrição... essencialmente quente, transbordando vida e agitação.
Por ser tão assim, mudar é apenas uma questão de tempo, mesmo que sejam mudanças pequenas.

Todos os dias acontecem coisas boas e coisas ruins, e eu sempre tentei ao máximo ver o lado bom.
Se eu estivesse em um carro em um super congestionamento e não me importava, pq via ai uma grande oportunidade de conversar com quem estivesse comigo.
Se eu saisse e errassem o caminho também não era problema, tem coisa melhor que conhecer um novo caminho?
E qualquer coisa que acontecesse, caso não saisse como o planejado, não era problema.
Pq eu sempre via o lado bom das coisas.

Não que eu tenha passado a ver o lado ruim, mas por certos motivos, as coisas pararam de ter lado.
Eram simplesmente acontecimentos.
E tudo entrou em um grande piloto automatico, onde eu simplesmente fazia o que tinha de ser feito sem muita profundidade ou sentimento.
E não nego, era comodo.
Era perigosamente confortável.

E nesse conforto fui me fechando, fui ficando neutra.
Ainda na analogia à cartela de cores, foi como se eu tivesse ficado bege.
Mas o vermelho nunca deixou de existir, e nesses tempos beges ele só ficou mais forte e mais intenso.
Até que em um momento qualquer, essa vidinha bege chegou a um ponto extremamente exaustivo, e eu resolvi que era hora de mudar, de voltar a ser quem eu era.

Como em qualquer 'revolução', nada acontece sem que vários pontos sejam pensados e efetivamente modificados, e a fase de transição é a mais complexa do processo, uma vez que se descontruir e reconstruir envolve muita energia.

E quando eu me senti inteira novamente, voltei a ser o que eu era, porém, com uma maturidade e auto-confiança infinitamente superior a anterior. [Bom, já temos um ponto posivito].

Eu decidi que eu traria para perto de mim pessoas que eu tanto gosto, mas por n motivos deixei irem para longe, e que conheceria pessoas novas, interessantes e que me fizessem bem.
E você está ai, na categoria das pessoas que me fazem bem.

Ao mesmo tempo que você é desafio, também é segurança.
Ao mesmo tempo que mexe comigo, também te vejo como um grande amigo.

Mas antes mesmo de ser tudo isso, desde o momento que decidi pela atitude que nos aproximou, indiretamente vc já me fez bem.
Pq sem querer, sem eu saber, ao fazer isso eu resgatei uma parte de mim que estava meio de lado... resgatei minha essência, meu eu.

Então, eu respondo seguramente que sim, as mudanças foram boas e necessárias, pq embora tenham começado de algo que não era bom, me trouxeram coisas boas.
Inclusive você.

Um comentário:

* mah * disse...

" Teto para desabar, você para construir" (esconderijo)
> aprendi uma coisa (tah eu vou entrar no assunto), com uns 5 anos de religião, que existe a essencia da destruição/reconstrução.
Se vc quer mudanças, destrua... e depois reconstrua.
Como a Fênix, que tem q morrer para nascer mais forte, mais viva.
Como um prédio velho, que deve ser demolido, e reconstruido.
Sem a DeMoLiÇãO, não existe ReCoNsTrUçÃo.!
e....
VERMELHOOOO!!!!!